sábado, 26 de dezembro de 2009

5. OS SÍMBOLOS DO ESPÍRITO SANTO

Os símbolos oferecem quadros concretos de coisas abstratas. Os símbolos do Espírito Santo também são arquétipos. Em literatura arquétipo é uma personagem, tema ou símbolo comum a várias épocas e culturas. Em todos os lugares, o vento representa forças poderosas, porém invisíveis; a água límpida que flui representa o poder e o refrigério sustentador da vida a todos que têm sede, física e espiritual; o fogo representa uma força purificadora (como a purificação de minérios) ou destruidora (freqüentemente citada no juízo. Tais símbolos representam qualidades intangíveis porém genuínas.

a) Vento. A palavra hebraica ruach pode significar "sopro", "espírito" "ou vento".
É empregada paralela com nephesh. O significado básico de nephesh é "ser vivente", ou seja, tudo que têm fôlego. A partir daí seu alcance semântico desenvolveu-se a tal ponto de referirse a quase todos os aspectos emocionais e espirituais do ser humano vivente. A palavra grega pneuma tem um alcance semântico quase idêntico ao de ruach. O vento, como símbolo, fala da natureza invisível do Espírito Santo, conforme revela João 3.8 (O vento sopra onde quer, ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo o que é nascido do Espírito). Podemos ver e sentir os efeitos do vento , mas ele próprio não é visto.

b) Água. A água, assim como o fôlego, é necessária ao sustento da vida. O fôlego e a água, tão vitais nas necessidades físicas humanas, são igualmente vitais no âmbito do espírito. Sem o fôlego vivificante e as águas vivas do Espírito Santo, nossa vida espiritual não demoraria murchar e ficar sufocada. O Espírito Santo flui da palavra como águas vivas Jo 7.38, 39 (Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirá rios de água viva. Isto ele disse com respeito ao Espírito que haviam de receber os que nele cressem; pois o Espírito até aquele momento não fora dado, porque Jesus não havia sido ainda glorificado) que sustentam e refrigeram o crente.

c) Fogo. O aspecto purificador do fogo é refletido claramente em Atos 2. No dia de Pentecostes são "línguas de fogo" que marcam a vinda do Espírito (At 2.3). Esse símbolo é empregado uma só vez para retratar o batismo no Espírito Santo.
O aspecto mais amplo do fogo como elemento purificador encontra-se no pronunciamento de João Batista: "Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo..." (Mt 3.11,12; Lc 3.16,17). As palavras de João Batista referiam-se mais
diretamente a separação entre o povo de Deus e os que têm rejeitado o Messias. Por outro lado, o fogo ardente e purificador do Espírito da Santidade também opera no crente (1 Ts 5.19).

d) Óleo. Zc 4.2-6 (e me perguntou: Que vês? Respondi: olho, e eis um candelabro todo de ouro e um vaso de azeite em cima com as suas sete lâmpadas e sete tubos, um para cada uma das lâmpadas que estão em cima do candelabro. Junto a este, duas oliveiras, uma à direita do vaso de azeite, e a outra à sua esquerda. Então, perguntei ao anjo que falava comigo: meu senhor, que é isto? Respondeu-me o anjo que falava comigo: Não sabes tu que é isto? Respondi: não, meu senhor. Prosseguiu ele e me disse: Esta é a palavra do SENHOR a Zorobabel: Não por força nem por poder, mas pelo meu Espírito, diz o SENHOR dos Exércitos.).
Desde os primórdios o azeite é usado primeiramente para ungir os sacerdotes de Yahweh, e depois, os reis e os profetas. O azeite é o símbolo da consagração divina do crente para o serviço no Reino de Deus.

e) Pomba. Mt 3.16,17 (Batizado Jesus, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba, vindo sobre ele. E eis uma voz dos céus, que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo). O Espírito Santo desceu sobre Jesus na forma de uma pomba. A pomba é o arquétipo de mansidão e de paz. Ele é manso nas tempestades da nossa vida produzindo paz.

f) Selo. Ef 1.13 (em quem também vós, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, tendo nele também crido, fostes selados com o Santo Espírito da promessa)Nos dias bíblicos usava-se um selo de cera como sinal de promessa e acordo. Atualmente a nossa assinatura na compra e venda pode ser comparada a isto. Na ocasião do novo nascimento o Espírito Santo põe sobre nós o seu selo de direito de propriedade. Isto é, ao mesmo tempo, uma promessa, que o selado tem parte na consumada obra da salvação. O Espírito Santo garante assim a partir desse momento, o seu apoio e ajuda.

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